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Uma guerreira da luz ~○

sábado, 17 de abril de 2010

Cotidiano - Chico Buarque

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me esperando
Pr'o jantar
E me beija com a boca
De café...

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...

[...]
Postado por Elaine Bonfim às 10:43 2 comentários
Marcadores: musica

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Diário de uma guerreira [4]

A guerreira muitas vezes sente o seu coração nas mãos.
Numa batida acelerada... Por causa da sua ansiedade.
Por querer dominar o tempo... Atropelar o presente.

Gostaria de voar para o futuro.
Para passar por cima das tristezas e da melancolia.
Assim só veria os rizos e a alegria.

Guerreira... basta a cada dia o seu mal.
Chore a lágrima de hoje
E espere o sorriso de amanhã.

E. Bonfim
Postado por Elaine Bonfim às 21:31 2 comentários
Marcadores: Diário de uma guerreira, sentimentos

sábado, 10 de abril de 2010

Diário de uma guerreira [3]


A guerreira sente-se tranquila consigo mesma.
Postado por Elaine Bonfim às 16:55 0 comentários
Marcadores: Diário de uma guerreira

terça-feira, 6 de abril de 2010

Diário de uma guerreira [2]

A guerreira sente-se furiosa
Queria entender porque o destino tem que ser tão mau com os seus atores.
Principalmente quando é relacionado ao fim.

Seja o fim de uma vida, onde temos que nos despedir.
Sabendo que a saudade não poderá mais ser suprida por um telefonema ou um abraço.

Ou o fim de uma relacionamento amoroso.
Em que você sente-se perdida(o), tendo que aprender a começar do zero uma vida só.
Mudar os caminhos, escolher novos planos.

Pode ser o fim de uma amizade.
Quando você não tem mais aquele alguém pra ligar no meio da noite.
E dizer, ei eu preciso que você me ouça.
Escute o porquê do meu choro.

O fato é que a vida é assim mesmo...
Espontâneos começos... fervorosos meios e tristes fins.
E todas(os) nós somos guerreiras(os)
Por irmos avante após todas idas e vindas... começos... fins...
Estando pronto para um recomeço.

E. Bonfim
Postado por Elaine Bonfim às 19:47 0 comentários
Marcadores: Diário de uma guerreira, sentimentos

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luis Fernando Veríssimo
Postado por Elaine Bonfim às 18:12 1 comentários
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"Fé não é acreditar sem provas, é confiar sem reservas confiança em um Deus que Se mostrou digno de confiança."

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